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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

REDUÇÃO DO CONSUMO DA ÁGUA

Vamos cuidar da nossa água?



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada ser humano necessita no mínimo de 50 litros de água ao dia para as suas necessidades de higiene pessoal e bem-estar. Em todo o mundo, percebemos que há regiões carentes de água potável e outras onde o desperdício ocorre de forma incontrolável.

Além do desperdício, os recursos hídricos sofrem processos de poluição por meio de dejetos lançados em córregos, rios e mananciais por indústrias, agricultura mal planejada e falta de saneamento básico.

Uma das soluções para abastecer áreas carentes de água e mitigar a poluição e o desperdício é a reciclagem de água. Sabemos que no Brasil, 70% de toda água utilizada é consumida pela agricultura, 20% pela indústria e 10 % pelo uso doméstico.

Boa parte da água descartada está contaminada por fungicidas, fertilizantes e substâncias tóxicas. A água reciclada pode ser utilizada para a limpeza, para a produção de determinados tipos de produtos, sistemas de irrigação, etc.

Dentre as possibilidades, a água pode ser reciclada por meio da filtragem de leito e junco de areia, sistema de tratamento por arejamento, desinfecção por ultravioleta e fossa séptica. Essa água reciclada é proveniente do chuveiro, pias, banheiras, máquinas de lavar, processos industriais e agrícolas.

Entre as aplicações, a água reciclada pode ser empregada na irrigação paisagística, na refrigeração, caldeiras, processamento industrial, recarga de aquários, combate a incêndios, vasos sanitários, lavagem de máquinas e veículos, e na construção civil.

A reciclagem e reutilização da água pode significar , além da preservação das fontes naturais, uma ação socioambiental que beneficia todos os setores da sociedade. Um investimento em sistema de reuso, que pode ser elaborado por meio de sistema fotoeletroquímico, radiação ultravioleta e oxidação, proporciona um retorno de curto prazo, em média de um ano.

No Brasil, o custo da água é muito alto e administrado num ritmo de escalonamento, ou seja, quanto maior o consumo, maior é o valor da conta. Além do valor do consumo, desde 2002, as empresas passaram a pagar pela captação da água.

Em virtude das taxas sobre o uso da água, muitas empresas começaram a investir em sistemas de reciclagem e reutilização que possuem em média um custo de 200.000 reais a 1,5 milhões de reais ao ano, dependendo do tamanho das instalações de uma indústria ou prestadora de serviços.

Em São Paulo, adotando sistemas de reuso da água, uma empresa consegue economizar cerca de 1,00 real por cada metro cúbico utilizado. No Brasil, a tendência do reuso para fins industriais deve se ampliar quando forem definidos níveis de qualidade da água reciclada.



Fontes:
http://infoescola.com


http://www.ipemabrasil.org.br/institutoweb13.htm#Rec


http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=982


http://www.revistafatorbrasil.com.br/canal.php?id=13


http://www.nei.com.br/artigos/artigo.aspx?i=9




terça-feira, 30 de novembro de 2010

São Paulo é o primeiro Estado brasileiro a assinar

São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a assinar pacto internacional em defesa das águas



Em sua quinta edição, um dos principais resultados alcançados pelo Fórum Mundial das Águas foi a conclusão do “Consenso da Água de Istambul”, documento gerado por lideranças que acreditam no poder local para estimular a participação dos municípios e órgãos regionais na gestão dos recursos hídricos. Como pioneiro na implantação da política de recursos hídricos no Brasil, o Estado de São Paulo não poderia deixar de fazer a sua parte.

Significa o comprometimento das prefeituras municipais e do Estado para a melhoria da qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos. A expectativa é que até dezembro o movimento se estenda a todos os municípios paulistas.

A proposta do pacto é radicalizar a participação, a descentralização e o alcance de metas estratégicas para melhorar a qualidade e a quantidade da água. Trata-se de um movimento envolvendo as autoridades locais representadas pelos municípios, consórcios de municípios, comitês de bacias hidrográficas e o governo do Estado, isto é, os responsáveis pela gestão das águas.

Ao aderir ao Pacto das Águas –SP, os municípios terão oportunidade de enfrentar de forma direta e objetiva as duas maiores ameaças aos recursos hídricos - a escassez e a degradação da água -, de exercer suas responsabilidades públicas perante as mudanças climáticas, e de encontrar mecanismos de preservação do planeta a partir de ações locais. Para isso, são necessárias ações de coordenação local, conscientização direcionada à preservação dos recursos hídricos e, como resultado final, o reconhecimento dos municípios como verdes e azuis.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente